31 de maio de 2013

Estrada do Despraiado

Olá!!!



Esse pedal estava na lista desde o dia 28/01/2012, quando fiz o trajeto no Google Maps e salvei o arquivo KML. Porém ficou um bom tempo inativo, acreditava que teria que alcançar outros níveis para conseguir pedalar pelo Despraiado.



Depois do pedal pela Estrada do Carravieri percebi que poderia alcançar mais essa meta. Convidei o ciclo amigo Fabrício, que depois de verificar sua escala, me avisou da disponibilidade da quinta-feira. Para mim estava tudo bem, pois teria todo o feriado do Corpus-Christi livre.

Marcamos de embarcar no ônibus de 5h00 até Pedro de Toledo, o problema é que as previsões meteorológicas não eram muito animadoras e no final do dia de quarta-feira, como não iria entrar mais no Facebook deixei o número de telefone para o Fabrício. E logo em seguida ele passou o dele.

Dormi cedo e pelas 2 da manhã caiu aquela chuvona, fiquei um pouco preocupado, dormi mais um pouco e minutos antes do relógio despertar já estava de pé.



De cafezão tomado as 4h20 sai de casa, 4h40 estava na rodoviária e vi que o Fabrício não havia chegado. Esperei até bem próximo as 5h00, fiquei na indecisão se ia ou não ia, embarquei e mandei a mensagem que estava indo.

Quando o Fabrício viu a mensagem e conferiu o número, percebeu que eu tinha trocado o dígito 6 pelo 7 e ele enviou uma mensagem dizendo que não iria para pessoa errada, assim que viu a chuva da madrugada. Isso foi algo que só fui saber já na noite de quinta, ele até  mandou a foto da mensagem que enviou para o outro celular, não precisava e peço sinceras desculpas.

A viagem foi tranquila e as 6h42 já estava pedalando, até a  primeira ponte do Rio do Peixe segui pela ciclovia, depois pela via mesmo.
Uma foto no Portal de Pedro de Toledo
Com 4,5 quilômetros já é a Igreja São José.



Mais a frente o Bairro Três Barras.



Voltei para estrada "feliz da vida" e tirando fotos.





Quando percebi no GPS que o próximo ponto que eu teria que atingir estava se afastando, procurei alguma residência para perguntar e eu estava no caminho errado, por aquele caminho eu iria para Miracatu e a intenção era ir para Iguape. Teria que voltar até o Bairro Três Barras, o mesmo da pracinha.

Trocando em miúdos, dos 16,8 quilômetros que tinha rodado apenas 6,4 estavam certos. Perdi 1 hora nessa errada.

Agora no rumo certo fui seguindo sempre ouvindo o gostoso som das águas.




Logo após cruzar com o Rio do Peixe já começa a subida, suavemente depois mais íngreme.   


Já com boa altitude: 272 metros.


E depois ao Bairro Amoreiras, foi nesse momento que vi a primeira placa indicando o Despraiado.



Pedro de Toledo é uma cidade com muitas placas, faltou só uma placa no Bairro Três Barras para indicar o Despraiado, mas agora eu não erro mais. Para se ter uma ideia tem até placa para ponto de ônibus.

As 9h26 atingi o ponto mais alto, com 399 metros e também a placa que indicaria que eu estaria entrando na Estação Ecológica Juréia-Itatins.


Mais uma foto do alto do morro.



E da lama que estava na estrada, escolheu ir depois de dias chuvosos dá nisso.




Parando vez ou outra para fazer umas fotos.






As 10 horas estava chegando no bar do Seo Joaquim, fui recebido não muito amistosamente pelos cachorros e por um breve momento pensei: Puxa vida, vim tão longe para ser mordido. Mas logo chegou o dono do bar e já se tranquilizaram. Fiz o meu pedido e ficamos de prosa, disse a ele que já tinha lido sobre ele, ele fez aquela cara e logo esclareci, que era o relato do Antigão, que pernoitou uma noite lá.

Meu pedido, salgadinho de cebola era minha alegria quando criança
Na noite anterior preparei algumas batatas e ovos de codorna cozidos temperados com sal e azeite. Ficou muito bom! Não tirei foto porque algumas batatas passaram do ponto e virou uma maionese. rsrsrs



Logo chegaram alguns jipes, fiquei esperando os "zequinhas" saírem, mas percebi que estavam ali para fazer um vídeo.

Fiquei assustado com o tamanho dos jipes, notei que estavam muito limpinhos e eram um pessoal mais "light". O padrão de jipeiros que estou acostumado é esse.




Queria chegar logo ao asfalto, ainda tinha 28 quilômetros e pretendia chegar até ao meio dia. Quanta pretensão.

Poucas fotos fiz nesse trecho, encontrei vários fuscas e uma Patrulha Rural. A estrada tinha muita lama, pedras, pedrinhas e pedrões. E um rio para atravessar que por sorte estava bem raso.









A corrente que estava suja, começou a fazer o barulho característico e comecei a procurar por algo para limpá-la, uma roupa infantil jogada a beira da estrada foi o que limpou a corrente.


Já ansioso por um lisinho asfalto, tirei essa foto quando avistei a rodovia lá no alto. Mas ainda faltavam perto de 3 quilômetros até o asfalto.

O trajeto programado seria pedalar 31,5 quilômetros em direção a Iguape e depois mais 42 quilômetros até Registro pela Estrada do Peropava. Mas já estava bem cansado da estrada de terra e preferi subir a Serra de Biguá e chegar a BR-116.



Finalmente asfalto, o Bairro Pé da Serra fica no marco quilométrico 11, então eram 11 quilômetros pela SP-222 até a BR-116.

Com poucos metros pedalados no asfalto encontrei o segundo motivo para preferir esse caminho, o fluxo de veículos em direção a Iguape. Eu iria sofrer indo nessa direção em uma rodovia sem acostamento.

Do alto, a estradinha por onde passei.



Como a fome já tinha chegado a algum tempo queria primeiro subir a serrinha para poder comer e descansar um pouco. Depois de 3,3 quilômetros morro acima cheguei ao limite de municípios que é o ponto mais alto, onde tem uma lanchonete. Pedi um refrigerante e um bonito bolinho de carne, a senhora me ofereceu pimenta (MEUUUU DEUS!!!!!) e eu aceitei, quando coloquei um pouquinho da pimenta no bolinho, que ardor, pensei em matar todo aquele refrigerante em um gole só, mas lembrei das batatinhas.

A senhora perguntou de onde vinha, daí começou a falar que onde eu moro que é bom, porque é quente, ali era frio. Mal sabe ela que eu gostaria tanto de morar no alto de uma serra.

Bom, vendo que se ficasse ali não poderia comer o que eu tinha levado, peguei o resto do refrigerante, agradeci e sai. Não andei 400 metros, parei na canaleta da rodovia e ali mesmo  comi meu lanchão.

Como não tinha conseguido descansar me programei para descansar já na BR-116.

Mas antes parei para tirar umas fotos da Cachoeira de Biguá, alguns a chamam de Cachoeira da Mutuca.
 


Já na BR o merecido descanso. Ainda faltavam 42 quilômetros até Registro.


Fiquei quase 15 minutos descansando, para retornar ao pedal 'em ritmo de festa" até o pedágio, onde fiz nova parada, descansando o mesmo tempo. 

Quando passei o posto da Polícia Rodoviária, já no bairro Arapongal acessei a nova ciclovia, ela está sendo construída ainda, mas já deu para usar. 



Abaixo, fotos da reforma da ponte que estava causando um congestionamento de quase 10 quilômetros, no entanto também estão alargando para poder passar a ciclovia.



Preferi passar por baixo da ponte para passá-la pelo outro lado (contra-mão), onde tem a área destinada aos pedestres.

Chegando em Registro
Cheguei em casa eram 17h24 e ainda faltavam alguns minutinhos de luz natural.

Agradeço ao Pai Celestial por mais essa oportunidade.

Agradeço também ao motorista do ônibus 10002 da Intersul, que não vou saber o nome agora, pois não tive problemas em embarcar a bicicleta apesar de resolver embarcar em cima da hora.

Agradeço também aos motoristas na BR-116, que mesmo na faixa adicional não passei por nenhum susto.

Track retirado o trecho que andei no caminho errado no Wikiloc.

Álbum de fotos: aqui.

E quem quiser ler o relato da passagem do Vinicius do blog Cicloturismo Baixada Santista pelo Despraiado é aqui.

Números

119, 22 quilômetros rodados em 8h12. Média de 14,5 km/h.
Nenhum pneu furado.

Custos

Passagem de ônibus: R$ 14,80
Tubaína + Salgadinho: R$ 4,00
Refrigerante 600 ml + Bolinho de Carne: R$ 7,00
Experimentar Pimenta "Aflora Hemorróidas": Não tem preço.


Até a próxima

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