Animado com a "
façanha" da semana passada, também me animei em ir pela Barra do Rio Jacupiranga.
Já tinha preparado os arquivos para o GPS em janeiro para uma trip que não deu certo, ainda bem que lembrei que já tinha e foi só passar para o GPS.
Acordei cedo, mas a bicicleta não estava preparada e saí de casa perto das 7h20.
Fui pelo Jardim São Paulo para chegar logo na margem do Rio Ribeira e pedalei em um ritmo bom. Com 10 quilômetros parei para primeira foto.
Eu já tinha visto esses pontos de ônibus em algumas fotos no feicebuque de amigos, feitos com arcos para transporte de bananas.
 |
| Uma bela casa para passar o final de semana. |
Do outro lado do rio, é o Bairro Jurumirim.
Eu nunca tinha passado por essas bandas, não imaginei que teria tantas casas.
Abaixo, a antiga escola: EEPG UEAC "Bairro Baissununga", que hoje serve de estábulo.
Daqui a estrada fica um pouco mais difícil, mas ainda vai piorar.
Não falei que iria piorar.
Encontrei várias pessoas pescando e até dois casais que estavam acampando.
Também encontrei um vaqueiro na estrada e perguntei sobre a travessia. Ele disse para procurar na última fazenda e falar com Valdir, conhecido por Vadico.
Encontrei com um trator com várias pessoas, os cumprimentei mas não perguntei do "Vadico".
Mais um pouco cheguei na fazenda. Não era a Barra do Jacupiranga, mas era o final da estrada, para chegar na barra ainda tinha pouco mais de 2 quilômetros.
Segundo informações do GPS, cheguei na fazenda 9h24 e foram 30,5 quilômetros.
Bati palmas e veio uma senhora, ela disse que com o pessoal do trator também estava o Vadico. Mas que eu esperasse um pouquinho que logo voltariam. Ela falou que o filho dela faz a travessia todo dia para a leiteria, mas vai caminhando até a barra e atravessa em uma canoa.
Enquanto esperava, fazia umas foto de uma cobra d'água.
Logo ouvi o barulho do trator voltando. Esperei eles terminarem o que estavam fazendo e perguntei do Vadico. Ele veio falar comigo e perguntei da travessia. Me indicou para o Valdinho, também conhecido como "Alemão", e ele falou que levaria sem problemas mas teria que esperar até 11h30.
Pensei comigo que uma hora e pouquinho passaria rápido, mas logo bateu o agonia. Vi que tinha sinal de celular e liguei para casa, para falar que chegaria mais tarde.
Perto das 10h40, ouvi me chamarem. Fui ver, falaram que já estavam indo e que eu fosse para o porto.
No porto tinha outro barco de um pessoal que estava indo para uma praia passar a noite pescando.
Foram exatos 3 quilômetros de barco no Rio Ribeira, avistei a barra do Rio Jacupiranga que é bem estreitinha em relação ao Rio Ribeira.
No fim, embarquei no porto da Fazenda JC em Registro e desembarquei no porto da Fazenda JC em Pariquera-Açu. Agradeci pela travessia.
Ao sair do barco, ouvi alguém dizendo que era só seguir na estrada que seriam 18 quilômetros até o asfalto.
Por uns 5 quilômetros é plano, depois vira um sobe e desce. Mas a paisagem compensa.
O dia não estava tão limpo, mas dava para ver Registro.
Escola no Bairro Boa Vista.
Chegando no Bairro Senador Dantas, onde parei na mercearia para comer alguma coisa, que não fosse batata doce, barra de cereias ou bolinho.
Ainda na mercearia, tinham 6 quilômetros para chegar no asfalto, na Estrada da Laranjeirinha. E quando cheguei nele registrei minha alegria.
Depois passei um óleo na corrente que já estava seca e vim embora.
Foram 65 quilômetros em 3h35 de movimento, isso conta também o barco.
Mais
fotos.
Agradeço a todos que me ajudaram nessa pedalada.
E imensamente ao Pai Celestial.