28 de abril de 2014

Bairro Indaiatuba (Via Linha Férrea) - Travessia do Rio Jacupiranga

Passei a semana planejando um pedal para conhecer o Bairro Senador Dantas, que pensava já ter conhecido, mas olhando o Google Earth percebi que estou considerando a localidade errada. Porém tinha traçado passar por outro lugares em Pariquera-Açu, como pode ser visto aqui.

Só que na sexta a noite resolvi comer um saudável X-Picanha, além disso o saboreei com muita maionese. Ainda na noite de sexta arrumei a bicicleta, a roupa para o dia seguinte e a comida.

A madrugada foi terrível com muita atividade intestinal e às 5:20 horas o relógio despertou, resolvi que não iria, além de estar chovendo.

Ainda tentei ir a tarde, sai, pedalei por uns 3 quilômetros e retornei para casa. Foi legal ter ficado em casa, pelo menos eu acompanhei o nascimento dos filhotes da Belinha, minha cadela.

Eu gostaria muito de ter pedalado no sábado pois queria aproveitar o Agita Mundo que iria acontecer na manhã de domingo.

Mas como não tinha feito um bom pedal no sábado deixei para o domingo e resolvi que iria para o Bairro Indaiatuba, fazer a foto da escola que ficou faltando na vez em que fui com o Flávio Anderson. Voltaria passando pelo Capinzal, depois o Taquaruçu e quem sabe terminar o pedal com 50 quilômetros.

No domingo acordei às 6 horas, dei uma olhada pela janela, vi muita neblina e resolvi dar uma enrolada. Saí mais tarde, por volta das 7:20 horas. Ainda passei na casa dos meus Pais, por uns 15 minutos, para tomar um cafezinho e dar umas risadas.

Segui pela BR-116 até o KM 456 e entrei na vilinha da borracharia, no Bairro Capinzal, já eram 8 horas. E depois fui pela trilha, que estava bem lamacenta.





Até os fundos da Pocágua é uma trilha, depois virá uma estrada.







Como já comentei na outra postagem da primeira vez que fui para lá, que em Registro ainda tem muito lugar para se conhecer. Na foto abaixo, uma ponte da FEPASA que muitas pessoas ainda não conhecem.


Depois pedalei um pouco mais forte para chegar na EMEF Bairro Indaiatuba, mas ainda parei para fazer algumas fotos.



A EMEF Bairro Indaiatuba é um lugar muito agradável e com uma bela vista.






Fiquei algum tempinho na escola, abasteci as caramanholas e fui conhecer até o final da estrada.

Cheguei ao final da estrada e vi um senhor lendo, o cumprimentei e perguntei sobre a travessia do Rio Jacupiranga. E para minha surpresa, ele falou que faria a travessia para eu continuar minha aventura e pediu que me dirigisse à porteira para que eu chegasse a margem.

Tinha levado algum dinheiro e separei 6 Reais. Fiquei aguardando enquanto ele tirava o excesso de água do barco.



Ele empurrou o barco para o rio e pediu que eu subisse. Enquanto fazia a travessia, ele me dava as coordenadas de como chegar até a BR-116.




Quando foi concluída a travessia, peguei o dinheiro e ele não aceitou. Ainda insisti falando que eu estava passeando e atrapalhei a leitura dele. Foi quando ele me disse que era sobre isso mesmo que ele estava estudando para uma palestra no Centro Espírita Vinha de Luz, que fica no bairro. O capítulo que ele estava estudando era XIII, do Evangelho segundo o Espiritismo, " Que a vossa mão esquerda não saiba o que dá a vossa mão direita".

Eu, como conhecedor da Doutrina Espírita cometi um erro muito grave e fico me remoendo até agora, não perguntei o nome do senhor. Mas uma coisa tenho certeza, que o agradeci muito!

Na outra margem é bem inclinado, tive que subir de joelhos e segurar a bicicleta.


Fui acompanhando a estrada, passei a primeira cerca e entrei no pasto.


Tive andar pelo mato para evitar a estrada que o gado pisou e estava um pouco difícil de pedalar.







Depois de quase 3,4 quilômetros, já no asfalto, fiz as três últimas fotos.


Chegando em casa vai precisar de um banho.


Tem até mato no cassete.


E vim para casa.


Cheguei em casa às 10:40 horas.


Foram 40 quilômetros em 2:06 horas pedalando.

Mais fotos.


Obrigado ao Pai Celestial, que sempre colocou em meu caminho boas pessoas.


Agora nem quero mais fazer a volta que tinha programado, quero ir, conhecendo, pela margem direita do Rio Ribeira de Iguape até a Barra do Rio Jacupiranga, fazer a travessia para Pariquera-Açu, para ai sim conhecer o Bairro Senador Dantas em Pariquera-Açu. Só se programar.



Até mais.

22 de abril de 2014

Registro - Guaviruva

Final de semana passei sem pedal, mas já vinha marcando um para a manhã de segunda, feriado de Tiradentes, com Neto Nardes. Conheci o Neto nos pedais noturnos da 3ª e 5ª feira, passava em frente  à Prefeitura quando já estava retornando do pedal e eles saindo. No dia que inventei de ir, só ele estava e fizemos uma voltinha bem legal.

Para essa segunda propus um pedal no mesmo lugar que passamos, só que com o dia claro e algum tempo depois ele propôs um para o Guaviruva, pois ele morou em um sítio lá nos seu 6 a 9 anos.

Ficou marcado para as 6:30 horas, no CRAS Bloco B, um pouco antes choveu pra caramba!

Mas as 6:30 estávamos lá, seguimos pela Avenida Ulisses Guimarães até a BR-116 e fomos sentido ponte do Rio Ribeira.

Olhando para onde íamos via o tempo nebuloso.


Mas olhando na outra direção já estava um pouco mais alegre.



Depois que entramos na estrada de terra, começou a chover e ai foi lama para todo lado.

Não demorou muito cruzamos o Bairro Jurumirim e logo depois chegamos no bairro Guaviruva.

Onde tinha uma placa onde indicava a escola o Neto entrou, eu como nunca tinha ido para lá fiquei feliz. Fizemos algumas fotos na escola e de uma plantação de mexericas que o Marquinho Clepa tinha comentado em um pedal que fizemos por lá.




Logo mais a frente o sítio onde o Neto morou, conversou com o atual morador, fez umas fotos e retornamos. Daria para aproveitar boa parte da manhã, pois ainda eram 8 horas.

Voltamos em um bom ritmo e não lembro de termos parado.




9:37 horas fechei o track.

Só para informação, fui com o GPS Garmin e o GPS do celular com o Sports Tracker ativado, o do celular acusou que eu andei a 112 Km/h, como mostra a foto abaixo.


Só para não ficar com essa informação errada preferi as informações do GPS. Que foram 47.7 Km em um pouco mais de 2:40', gostei da média geral que ficou acima dos 15 Km/h, essa é uma meta que tento manter.


Mais fotos, não são tantas e nem são tão boas.

A baixa ficou para a minha bolsa de selim, que veio da China, o tecido se desfez, abrindo as costuras das bolsinhas laterais, a disposição da bolsa é boa, creio que o material que não é o apropriado.


Agradeço ao Pai Celestial pela oportunidade.

Até mais.

20 de abril de 2014

Alimentação durante provas de ciclismo

Quem nunca teve “prego de fome”? É como se acabasse a gasolina, a gente fica sem forças e chega a ter tonturas. Isso é porque chegamos ao ponto de hipoglicemia (baixa taxa de açúcar no sangue). Basta comer algo doce que logo já dá para sentir a melhora, porém quando isso acontece em uma competição, o rendimento já era.
Em provas e treinos com mais de duas horas de duração temos a necessidade de repor os carboidratos consumidos durante o esforço. As refeições antes e durante o treinamento ou competição são de grande importância para mantermos o rendimento ideal. Quando comecei a correr, levávamos chocolate nos treinos e competições. Resolvia, mas não era o ideal. Depois passei a levar frutas como bananas, laranja e maças, além de pãozinho com queijo e goiabada embrulhado no papel alumínio.  Hoje existem diversos tipos de repositores energéticos em gel, barras ou pó para dissolver na água da caramanhola.
REFEIÇÃO PRÉ-COMPETIÇÃO
Devido ao repouso noturno, as reservas de glicogênio hepático ficam diminuídas. Para repor, como também manter o açúcar sanguíneo em níveis normais, torna-se essencial o consumo de uma refeição ou de um pequeno lanche, antes do exercício, evitando assim a ocorrência de quadros hipoglicêmicos que causam vários sintomas e prejudicam a performance, evitando com que se tenha fome antes ou durante o exercício, e fornecendo energia para o trabalho muscular durante a competição.
Na noite anterior à competição, consuma carboidratos (massas, batata, arroz) para aumentar suas reservas.
COMPETIÇÕES PELA MANHÃ
O ideal e acordar um pouco mais cedo e tomar uma café da manhã bem reforçado cerca de 2h30min a 3 horas antes da largada, com cereais, pão, iogurte. Em competições muito longas, como em voltas ciclísticas com etapas de mais de 200 km, pode-se comer inclusive um prato de espaguete apenas com azeite de oliva, sem molho.
Se não está acostumado à desjejuns mais caprichados, faça seu café da manhã, um pouco mais leve, 1h30 à 2h antes do evento. Sugestão: leite magro, cereal matinal, uma banana.
COMPETIÇÕES A TARDE
O almoço deve ser feito 3-4 horas antes do evento. Procure não exagerar, não comer alimentos que não sejam de sua rotina, evitando alimentos gordurosos e ricos em proteínas e prefira alimentos ricos em carboidratos.
REFEIÇÃO DURANTE OS TREINOS OU COMPETIÇÃO
Durante as provas procure manter-se hidratado, a quantidade de líquido irá variar se faz frio ou muito calor, mas procure beber em pequenas quantidades e constantemente, assim você não sobrecarrega o estômago e tem uma melhor absorção, mas não espere para ter sede, beba antes disso. Esses líquidos podem ser somente água ou isotônicos, como costume eu sempre levo uma caramanhola de cada e vou bebendo um pouco de cada uma. Também pode-se acrescentar malto dextrina na água e já auxilia na alimentação. Hoje existem suplementos de carboidratos em gel que fornecem energia e nos mantém com o rendimento estável, porém quando as provas são muito longas, chega um ponto que sentimos um vazio no estômago, e é nesse momento que entra o velho e bom pãozinho com goiabada que pode ser levado no treino ou prova embrulhado no papel alumínio. Frutas como a banana também são ótimas para levar no treino pois, além de alimentar, possui potássio que ajuda na prevenção de câimbras. Não exagere na quantidade de gel de carboidrato, pois não é a quantidade que irá garantir o seu desempenho, mas sim o equilíbrio. Cada grama de carboidrato necessita em torno de 4 a 5 ml de água para ser absorvido, então, sempre que tomar um gel, beba água junto. Também não faça testes no dia da prova, prove a sua alimentação durante os treinos para não ter problemas de adaptação.
REFEIÇÃO PÓS-COMPETIÇÃO
Muitos atletas negligenciam a refeição pós–exercício, no entanto é de fundamental importância pois é ela que determinará quanta energia você terá na próxima sessão de treino e competição.
Nas duas primeiras horas após o exercício, o corpo torna-se mais eficiente para absorver e armazenar energia nos músculos, isso porque esses se apresentam mais receptivos à reposição de glicogênio.
Assim que terminar a competição ou treino deve-se iniciar a reposição através de fontes alimentares ricas em carboidratos, proteínas, vitaminas, minerais e líquidos.
O ideal é conversar com um nutricionista que poderá orientá-lo melhor. Bem alimentado e bem hidratado, os resultados serão sempre melhores.
Bom pedal!
Fonte:

19 de abril de 2014

Registro - Sete Barras - Eldorado (SP-165/Conchal Preto) - Registro (Via Bulha)

Esse pedal foi feito na última quarta-feira, dia 16 de abril. Surgiram vários destinos, primeiro foi o Mirante do Cruzeiro, esse eu iria com o Fabrício, mas ele não pode ir por estar com um problema no joelho depois de uma corrida de pedestrianismo, além disso as chuvas dos dias anteriores dificultariam a subida e principalmente a descida. A segunda possibilidade foi ir na Cachoeira Queda do meu Deus, seriam um pouco mais de 160 quilômetros, mas desisti na terça de manhã pois a previsão do tempo indicou que teria sol mas com possíveis chuvas. E por fim, fui conhecer a SP-165, a estrada do Conchal Preto.

Saí de Registro já passavam 3 minutos das 7 horas, olhando em direção ao nascer do sol dava até para se animar com o brilho, estava crente que seria um dia sem chuva. Antes de chegar na estrada de Sete Barras já vi que tinha esquecido da luva e não ia voltar.

Eu não gosto muito da SP-139, entre Registro e Sete Barras, muitos ônibus, carretas e, dependendo do horário, muitos carros e motocicletas. É sempre uma tensão, mas cheguei em Sete Barras um pouco antes das 8 horas. Aproveitei para fazer algumas fotos.



Detalhe: A base do altar
Fiz as fotos e já fui para o início da estrada do Conchal Preto.


Nesse momento começa a chover, fiquei na dúvida se seguia ou retornaria, ou seja, se aproveitaria o dia de folga ou iria para casa, passar o dia com o controle remoto na mão e talvez ver o resto do dia melhorar. Optei por seguir.

O trecho da estrada do Conchal Preto, fica entre os marcos quilométricos 42 e 72 da SP-165.



Pé de jambolão florido.

UEAC Fazenda Olhos D'água
No KM 55 é o limite de municípios.


E alguns metros a frente encontrei essa entrada da foto abaixo.


Esperei por alguém que pudesse informar sobre a cachoeira que indicava na placa, surgiu um carro e perguntei para o motorista, ele disse que seria 1500 metros e entraria a direita. Cheguei na tal entrada, procurei por alguém para pedir autorização, apareceu uma dupla de cachorros nervosos que me assustaram e depois um rapaz apareceu na varanda da casa. Pedi autorização, ele autorizou e pediu que deixasse a cerca fechada.


O caminho é bem marcado e não tem erro, creio que já fui nesse lugar quando era adolescente, mas está mais para uma corredeira do que cachoeira. Por achar que encontraria uma cachoeira segui por outro caminho e acabei retornando para a estrada.

Não pedalei nem 250 metros e percebi que o pneu dianteiro tinha furado. Resolvi dar uma enchida e vi que a bomba já não está "100%" e começou a vazar. Tentei outra vez e consegui! Deixei para trocar a câmara quando encontrasse um abrigo, pois chovia forte.

Os freios também já estavam no fim, e eu troquei as sapatas na segunda, mas diminui o ritmo para não comprometer o resto do pedal.

Antiga Escola - 1ª Ilha


Enchi mais duas vezes o pneu e quando parei para fazer essa última foto achei o abrigo que estava procurando.



Eram 9:56 horas, estava no KM 61 da SP-165. Aproveitei para comer enquanto trocava a câmara, procurei pelo causador do furo e não encontrei. Só em casa fui ver na câmara onde estava o furo.

20 minutos depois já estava na estrada e percebi que aquele acesso também iria para a cachoeira.




Antes de chegar em Eldorado, uns morros para assustar, antes tinha analisado no GPS Visualizer e não seria um grande desnível. Legal que você vai contornando com o Rio Ribeira na sua esquerda.

E as 11 horas cheguei em Eldorado e não estava chovendo.


Estava sentado na praça quando um senhor apareceu perguntando do resto da turma, eu respondi que estava sozinho e ele começou a indicar lugares para ir: Cachoeira do Sapatu e Cachoeira Queda do meu Deus. Deu outras dicas também que só conto pessoalmente. Agradeci pelas dicas e disse que ficaria para outra vez.

Calibrei os pneus, fiz o lanche e as 11:30 horas comecei  o retorno.


Antes uma foto no Portal.


Comecei a subir a serra da Bulha, em alguns trecho empurrei a bicicleta, e parei no mirante, fiquei por mais de 15 minutos.




Entre paradas, empurra-bike e pedal, venci a serra em 46 minutos.

Depois foi só vir embora e parando algumas vezes para fazer algumas fotos. Ainda no Cesar Leite o céu abriu e ficou alguns momentos sem nuvens.





Cheguei em Registro, passei em alguns lugares e próximo às 15:20 horas fechei o track.

Agora é só lavar a bicicleta.



Mais fotos. Foram 95 quilômetros em quase 5:50 pedaladas.

Agradeço ao Ilustríssimo Senhor Fernando Tanoue Hasegawa, presidente da Câmara Municipal de Registro entre 1983 e 1984, que assinou a Lei nº 527, do dia 16 de setembro de 1983, que concede a todo funcionário Público Municipal o abono da falta no dia de aniversário.

Agradeço ao Pai Celestial, por conceder mais um ano de vida e pela oportunidade. Lembrando que em 2008 passei as 3 primeiras noites do ano internado com um princípio de infarto e fui proibido por um tal "Cárdio Safadão" de Registro, a não fazer qualquer tipo de atividade (jogar bolar, correr, dirigir, etc...). Corri o risco por acreditar na "crença popular" do famoso médico, mas tudo deu certo e desde então não sinto qualquer tipo de desconforto.


P.S.: No domingo seguinte fazendo uma inspeção no pneu que furou achei o causador do furo.


Até mais.