30 de julho de 2013

Porque você pedala?

Porque você pedala? Porque é gostoso? Porque emagrece? Então fique sabendo que pedalar pode trazer a você um benefício bem maior do que endorfinas a mais e gordurinhas a menos.


Pedalar pode transformar você num cara mais legal.

Ou como diriam os budistas, num cara iluminado, um ser humano mais desenvolvido e tal.
A bike vai te conduzir a um estado de consciência superior, brother. Não estamos falando de religião.
É outra coisa.
E não me chame de guru, porque quem vai fazer isso é a bike e não eu. Os resultados começarão a aparecer logo depois da primeira pedalada mas leva bem uns dez anos para a grande transformação. Você vai se tornar um cara admirado e o melhor: não vai dar a mínima para isso.
Legal, não?
Então vamos lá, pequeno gafanhoto, colha estas linhas de conhecimento plantadas pelos bikers que o precedem e conduza sua própria evolução nesta senda.
Sorria. Quando quebrar a bike do seu amigo no meio da trilha, sorria.
Quando encontrar seus companheiros de pedal, sorria. E sorria naquele subidão com sol escaldante. Aquela cara de atleta macho de comercial de Gatorade não vai tornar as coisas mais fáceis e, hoje em dia, não engana mais ninguém.
Seja auto-suficiente. Leve toda água de que vai precisar, todas as Barras energéticas, as ferramentas, bomba de encher pneu e câmaras de ar sobressalentes. Não tem nada mais chato do que um escroque que não leva nada para não ter que carregar peso e melhorar sua performance.
Seja generoso. Ofereça com humildade suas frutas cristalizadas, água e se disponha a ajudar seus companheiros em dificuldade.
Lembre-se que o escroque é ele (se for o caso) e não você.
Aprenda a fazer a manutenção da sua própria bicicleta.
E faça. Pelo menos o básico: limpeza e lubrificação, regulagem de câmbio e freio, mesmo que gaste dias para isso.
Respeite o trabalho do mecânico. Não queira saber mais que ele. E se souber, fique quieto.
Mantenha sua bike sempre em boas condições, mesmo que ela seja antiga. Uma vez fui pedalar com um cara que tinha a lateral dos pneus toda desfiada, a câmara saia em vários pontos do pneu, formava uma bolha e estourava. Não havia manchão que desse conta.
Nunca pergunte quanto seu amigo pagou na bicicleta nova. Pode ser uma ofensa grave.
Seja honesto quando for vender sua bike e peças.
Prefira produtos de empresas que patrocinam ciclistas.
Durante as pedaladas, drops e saltos, elogie o desempenho dos outros camaradas, mesmo os menos experientes.
Cumprimente os desconhecidos que passarem por você.
Ciclistas ou não e principalmente aquele tiozinho numa carroça ou a cavalo que mora ali no meio do mato. Você é quem é o estranho e quem está na casa dos outros!

Jamais diga para sua esposa ou namorada que o mountain biking é mais ou menos importante que ela. Diga apenas que são coisas absolutamente diferentes e por isso não se comparam.
Se você realmente achar que a bike é mais importante que sua mulher, provavelmente você está com a mulher errada ou tem problemas de auto-afirmação.

Pedale em direção ao pôr do sol pelo menos uma vez na sua vida.
Pedale na chuva, na lama, no frio, à noite, sob sol escaldante, de
madrugada. Explore todas as sensações. E sinta a alegria de poder estar ali. Aliás, agradeça ao papai do céu por você ter a saúde necessária pra poder pedalar. Lembre-se: sem saúde, tudo fica mais difícil.

Faça sua viagem de peregrinação (de bike, lógico).
Tome cuidado para não passar mais tempo lendo revista de bicicleta do que pedalando.
Feche as porteiras e leve seu lixo sempre. Nada mais incoerente do que olhar aquela linda paisagem no fim de uma subida e nos barrancos ao lado olhar pra garrafas pet, embalagens de barra de cereal e latas de gatorade.
Ensine uma criança a andar de bicicleta. Ela nunca mais vai esquecer você.(filho seu não conta).
Invente uma boa desculpa e mate uma manhã no trabalho para ir pedalar. Você não acredita como isso vai fazer se sentir vivo.
Se você tem mais de dez anos de pedal, faça uma tatuagem com tema de bicicleta. Se tem menos tempo, não ouse. Você pode resolver mudar de esporte e não ter nada para dizer.
Não se compare. Sempre vai haver um cara melhor e um pior que você.
Nunca reclame.
Texto de Rafael Baena Neto


Copiado daqui.

14 de julho de 2013

Registro - Iguape

Olá!!!!


Desde que voltei a pedalar, tracei como uma meta ir pedalando até Iguape, mas pedalei por outros lugares, inclusive de Cananéia a Iguape e da Basílica ao Farol de Icapara, mas nunca de Registro à Iguape.

E não faltou oportunidade, primeiro com Dany, que por um motivo ou outro sempre surgia um impecilho para não irmos. Depois com Flávião, marcamos de irmos na sexta-feira santa, mas roubaram a bicicleta dele. Até em 2011, quando ainda trabalhava na escola do Agrochá combinei com uma pessoa para irmos mas choveu na data e desistimos.

E no ano passado, vendo as atualizações do Gaúcho no Facebook, vi que ele saiu com duas pessoas de Itapetininga em direção a Iguape. Achei legal pra caramba!!!

Assim, na quinta-feira (11/07) o Gaúcho anunciou que na manhã seguinte estariam saindo de Itapetininga em direção a Registro, uma pedalada de aproximadamente 150 quilômetros. Perguntei se poderia acompanhá-los a partir de Registro e ele respondeu que sim.

Na verdade, conhecendo o Gaúcho como conheço, duvidaria de uma resposta negativa. Conheço ele do meio motociclístico, mas hoje estou mais afastado desse meio. É um grande "Sangue Bom".

Ficou marcado para sábado (13/07) às 7 horas no Posto Montana do centro, mas ainda na sexta fui fazer um pedalzinho com Flávião para o Oásis e no caminho encontramos eles chegando em Registro. Como deviam estar cansados, só conversamos alguma coisa em movimento mesmo e seguimos em frente.

Saí de casa, fui pedalando tranquilamente e às 6h48 cheguei no ponto de encontro. Fiquei sentado escutando um sonzinho.


Depois de uns 30 minutos chegaram de carro, apresentações feitas e ficamos conversando. 

Mas fiquei com uma dúvida. Cadê as bicicletas?


Estavam guardadas no posto, eles chegaram em Registro e seguiram para Jacupiranga, na casa dos pais de Marcinho e Marcelo. Inclusive foi o pessoal do posto que foram buscá-los em Iguape.



Depois de uma oração colocamos as bicicletas em movimento às 07h39, iríamos por Pariquera-Açu. 



Depois da reforma da faixa da direita na ponte do Rio Jacupiranga, uma área para os ciclistas.
Mas a frente atravessamos a rodovia e fomos pela Estrada da Laranjeirinha. 

Nesse momento, o Marcinho me chamou e falou que depois seguiríamos para Jacupiranga de carro para um almoço. Fiquei em silêncio, apesar do tentador convite, mas ainda tinha a intenção de voltar pedalando para Registro, pela estrada do Peropava.

Me explicou que essa pedalada já é o 6º ou 7º ano que acontece e que no ano que vem vai sair de Bertioga. E o convite já foi feito.  



Marcelo, Marcinho e Gaúcho.
Chegando em Pariquera-Açu, a câmera fotográfica de Marcelo sai voando e por pouco não cai no rio, já que estávamos sobre uma ponte.

Às 9 horas chegamos na padaria, fizemos um lanche e ficamos jogando conversa fora. Contas acertadas, arrumando as últimas coisas, caí no chão o celular do Marcinho. Nesse momento pedimos para um senhor tirar umas fotos.


Coisas arrumadas, câmeras guardadas, depois de 35 minutos voltamos a pedalar. Nem 50 metros depois, Marcinho grita: meu celular, quando voltou não estava mais. Paciência de monge desse rapaz, pois eu xingaria até a 5ª geração do infeliz.

A única preocupação dele foi avisar a família para que não ficasse ligando e consequentemente se preocupasse.

Fomos pedalando em bom ritmo, às 11h15 paramos em um posto de gasolina, que hoje só sobrou a lanchonete. Um baita lanchão foi preparado pelo Seo Nico e Dona Jarides, pais do Marcelo e Marcinho. Nesse momento falei que iria manter o meu projeto e voltar para Registro.

Quase 20 minutos depois voltamos ao pedal.


Mais uns 11 quilômetros nova parada, o Gaúcho preferiu seguir devagar e eu o acompanhei, mas a frente preferiu ir caminhando alguns metros. O joelho já estava dando sinais. Voltamos a pedalar e com nem 3 quilômetros chegamos a passarela.

  
Como balança lá em cima
 


Então alguns minutos antes das 12h45 chegamos em frente à Basílica do Bom Jesus de Iguape.




Enquanto a família foi até a Basílica, eu e o Gaúcho fomos fazer um lanche.

E também ficamos acompanhando a chegada dos cavaleiros.


Fiquei ali conversando, mas prestando a atenção no tempo, pois sabia que teria que pedalar um trecho no escuro. 

Vale uma reivindicação: A maioria dos ônibus da Intersul que saem ou vão para Iguape são aqueles de bagageiro pequeno e portanto difícil de levar a bicicleta.

Depois das despedidas e ganhar uma imagem da Santa Edwiges do Marcelo, voltei a pedalar às 14h10.

Mas não perdi a oportunidade de fazer uma chapa da Igreja São Benedito.


Tentando manter boa velocidade para aproveitar a luz natural, mesmo assim parando para fotos.



Entrada da Estrada do Peropava, daqui para frente a média vai baixar. Percebi que de Iguape até a Estrada do Peropava há uma leve aclive. Dany que vai gostar quando formos para lá.



Errei a estrada e acabei entrando no Bairro do Peropava, percebi o erro e voltei à estrada, chegando na ponte. 


Devido as chuvas das últimas semanas, a estrada, apesar de seca, estava ruim, ainda mais com a recente passagem dos cavalos.




Aproveitei o finalzinho de tarde para tirar umas fotos.



Me preocupei em chegar logo, mas a fome estava batendo. Sabia que próximo teria um barzinho.

Ainda tirei uma última foto da algazarra que as garças faziam do outro lado do rio.

Não ficou tão boa.
Parei para um refrigerante, não tinha tanta coisa para comer no bar, então fui em um salgadinho de milho, que não estava tão gostoso quanto aquele do bar do Compadre no Despraiado.

Ainda faltavam 13 quilômetros até Registro, pedalei com luz natural por mais uns 10 minutos e liguei a lanterna. Um pouco tenso na escuridão, mas segui firme e às 18h25 cheguei a ponte do Rio Ribeira de Iguape. Caminhei sobre a ponte, pois a perna já não respondia legal.

Pedalando cheguei ao viaduto e liguei para o Gaúcho, dizendo que cheguei bem. Depois segui para casa, onde cheguei ás 18h50.

Agradeço ao Pai Celestial pela oportunidade e pelas excelentes companhias. Que venham mais oportunidades.

De acordo com o ciclocomputador, a quilometragem total foi 151,75, rodados em 7h59.

Mas hoje vou considerar os valores do GPS, apesar do ciclo ter sido aferido. Então lá vai:

145,9 quilômetros, rodados em 8h15 que resultaram em média de 17,7 Km/h.

Track no Wikiloc.



Valeu!!!

10 de julho de 2013

Agrochá, Taquaruçu e Quilombo.

Opaaaaaaaaaaaaa!


Dias de folga e não consegui ir para a Comunidade Quilombola Morro Seco, se contentar em andar por aqui mesmo.

Problemas resolvidos na parte da manhã e quase toda a tarde livre para uns quilômetros. Só restava saber para onde, gosto de visualizar no Google Maps, coletar os waypoints e traçar a rota. No final deu mais ou menos isso!

Saí de casa passava um pouco das 12h30. Fui pela Avenida Ulisses Guimarães até o final, ou seja, até sair lá na estrada Xangrilá-Agrochá. Para minha surpresa na parte menos povoada desse trecho, onde só passa trator, cavalo, bicicleta, tudo menos um carro, um cara enfiou o carro (novo) para fazer a cabeça. Não fiquei esperando para saber como ele tirou o carro de lá.

Depois passei pelo Agrochá, Taquaruçu até a entrada da Fazenda São Lourenço, onde sai da estrada.

Segui até a primeira bifurcação, onde a estrada ficou um pouco mais fechada. Mas a estrada ficou fechada mesmo, como estradinha de fusca, às vezes nem de fusca, depois de um lugar que tinha uma igreja azul no alto que no acesso à ela tinha uma cruz de duas traves, que pesquisando descobri ser a Cruz de Lorena. Depois descobri que a igreja aqui em Registro pertence a um grupo espírita que fazem um trabalho muito bonito em prol dos Deficientes.

Depois disso a estrada fechou de vez, com casas abandonadas à beira da estrada, bem sombrio. Assustador!

Umas casas, devia ser uma colônia, até com um sobrado, todos abandonados. Mas para frente vi um senhor pescando e perguntei onde estava, ele disse Quilombo, depois fiquei olhando para trás para ver se ele era real. rsrsrsrs

Mas um tanto de estrada para conseguir chegar na estrada que liga o Agrochá a vilinha do Capinzal, voltei para casa.



No final 34,4 quilômetros em 2h12. Track.

Graças a Deus, nenhum pneu furado e graças a Deus de novo porque se tivesse furado eu pedalaria com ele furado mesmo.