22 de novembro de 2016

Morro da Antena - Campina Grande do Sul/PR

Eai!!!



Já fazia algum tempo que chegar à divisa dos estados de era um objetivo. No dia 04 de junho eu até tentei, mas pegamos chuva antes de subir a Serra do Azeite e de lá voltamos, ainda bem que voltamos, pois como não tinha passado uma boa semana comecei a perder o ritmo na volta.

Depois que vi o Morro da Antena no blog do Fabrício Souza e, consequentemente, no blog do Luiz Oliveira comecei a fazer os cálculos e vi que era possível se eu pedalasse algumas horas sem luz natural.

Então comprei um farol, testei, tive que fazer uma troca, mas deu tudo certo.

Convidei o cara que encara essas minhas presepadas, Fernando, cara sangue bom, que abaixa o ritmo para poder me acompanhar.

Passei a semana gripado e Fernando falou para eu tomar 5 litros de água por dia e fiz isso desde a quarta. Além de caprichar na alimentação.

Combinamos durante a última semana, de sair às 4 horas da manhã do domingo (20/11). Só que eu já saí de casa atrasado e começamos a rodar já eram quase 4h17.

Pedalamos uns 3 quilômetros a lanterna do Fernando apresentou problemas e a minha, que nunca tinha apresentado problemas, passou a desligar com qualquer trepidação, mas ligava e seguia. Eu também levei uma mais simples de três leds.

Sendo assim, conseguimos chegar em Cajati às 6 horas. Fomos até a padaria, café e pão na  chapa.

Antes das 6h20 retornamos para a estrada, subimos a Serra do Azeite, terminando de subir senti o pneu traseiro vazio, já eram 8h05.


Troquei a câmara e 8h20 voltamos para a estrada. Cruzamos o planalto do Posto Manecão e chegamos no pedágio às 09h03. Até então tínhamos pedalados 98 quilômetros.

Ficamos no pedágio por um pouco mais de 15 minutos, reabastecemos as garrafinhas, tomamos café, comemos batata doce e eu arrematei um pão com mortadela.

Voltamos para a estrada, o bom que a rodovia estava em manutenção, por uns 6 quilômetros pedalamos com duas faixas disponíveis. Fomos pedalando sem forçar, principalmente a partir do KM 556, pois aí já era tudo novidade.

A divisa dos estados é no KM 568. E foi justamente na divisa que, a bolsa da bateria do farol, que eu ainda pensava em travar as baterias para evitar trepidação e apagar, desfez a costura e ficou pendurada.

Eu sou muito “xarope” com as coisas que acontecem. Logo após sairmos a lanterna do Fernando falha, logo em seguida o meu farol passou a desligar e agora a bolsa da bateria descosturou. Comecei a pensar em não subir o Morro da Antena para voltar com luz natural ainda e que era um aviso que algo mais grave poderia acontecer.

Já que estava tudo pendurado, parei e coloquei tudo no bolso da camisa. Fizemos algumas paradas para fotos e chegamos ao Posto Alpino, no sentido sul, no KM 26, às 11h35.



O plano era ir até o retorno do KM 34 e voltar até o KM 31 no Posto Alpino, só que o posto do sentido norte, mas o frentista falou que era mais fácil cortar pela vila.

Ficamos um pouco mais que 10 minutos, reabastecemos as garrafinhas e comemos.

Não pedalamos nem 1500 metros encontramos o acesso da vila Ribeirão e cortamos por ela. Economizamos 6 quilômetros.

Chegamos no acesso do morro às 12h05, começamos a subir o concretão, mas não foi nem 500 metros pedalando, já apelamos para o “empurra-bike”. Em alguns trechos menos inclinados até que conseguimos pedalar, mas foi praticamente empurrando.



Minha casa fica aos 25 metros de altitude, o máximo que eu já tinha chegado pedalando foi 1000 metros, quando fui ao Mirante do Aleixo, em um dia fechado, que eu não tinha nem 15 metros de visibilidade. Imagina chegar aos 1200 metros, em um dia de boa visibilidade, eu não estava nem ai se eu estava empurrando a bicicleta. Ainda mais depois de já ter pedalado mais de 150 quilômetros.





Levamos quase 58 minutos para vencer os 3500 metros que separam os 430 metros entre o início e o final dessa estrada de concreto.

Ficamos uns 10 minutos lá em cima, estava ventando muito.


Durante a subida vi que o pneu dianteiro da minha bicicleta criou um calombo, então baixei um pouco a pressão para descer, mas nos lugares mais acidentados tive que empurrar.

Mesmo assim, para descer todo santo ajuda e fizemos em 18 minutos.

Fomos almoçar já passava das 13h30. Almoçamos e aproveitamos o Wifi liberado do restaurante.

Fechamos a conta, coloquei um manchão no pneu dianteiro para segurar o calombo e calibrei com 90 libras. E arrumei todas as tralhas do farol na bolsa de selim, para voltar sem peso. 

Ás 14h45 começamos a volta, sem uma boa iluminação nossa intenção era pelo menos pedalar 99 quilômetros com luz natural, ou seja, pelo menos descer a Serra do Azeite e penar nos 50 quilômetros finais com uma lanterninha e os faróis dos caminhões, mas sem grandes diferenças de altimetria.

Tivemos dificuldades para passar no topo da Serra da Macaca Tetuda, devido ao excesso de caminhões. Houve até um desencontro, o Fernando preferiu ir pela esquerda e eu fiquei no acostamento, ele passou e eu fiquei preso em um paredão onde deveria ser o acostamento, então eu passei por trás do paredão e o Fernando voltou para me encontrar, só que eu já tinha voltado para a estrada e estava mais a frente. Fica a dica, dá para passar por trás do paredão usando a canaleta.

Teve até um acidente com óbito uns 2 quilômetros antes do pedágio. No pedágio paramos para pegar água, foi uns 7 minutos e já seguimos. Eram 17h02.

No KM 522 ficamos parado por 22 minutos na beira da estrada, na verdade foi o único momento de descanso e descontração do pedal.


E as 18h12 começamos a descer a serra.

Passamos Cajati, Jacupiranga e a luz natural foi acabar perto do Viaduto de Pariquera-Açu, quando já passava alguns minutos das 20 horas.

Ainda paramos no Posto Presidente para pegar água, pedalamos os últimos 15 quilômetros e 20h53 terminamos nossa trip.


Mais fotos. As fotos estão todas misturadas.

E na segunda vi que o pneu traseiro tinha mais um furinho.

Agradeço à Dona Daniele por ter liberado o álvara e também agradeço ao Emanuel, meu filhão, que me esperou chegar e veio correndo.

Agradeço ao Fernando pela sempre insuperável companhia, desde que pedalamos juntos sempre foi por lugares diferentes. E por todas cápsulas de sal, BCAA e cafeína.

Agradeço as palavras motivadoras dos colegas dos grupos de WhatsApp.

E agradeço ao Pai Celestial.

19 de novembro de 2016

Audiência Pública - Circuito Cicloturístico de Registro

Olá!!!


Ontem participei da Audiência Pública que tratou sobre os primeiros passos da implantação do Caminho Cicloturístico do Chá e Rota do Peropava. E o que eu ouvi vai de encontro com o que eu pensava sobre cicloturismo em Registro.



Não sou nenhum ciclista endinheirado, que fez caminhos pelo Brasil, quem dirá caminhos europeus.

Mas faço minhas expedições desde o final de 2011, percebi que tinha muita coisa bonita para conhecer que muitos de Registro ainda não conhecem. E por isso resolvi criar o blog! Antes do blog, eu postava algumas fotos no Portal Brasil Turismo, creio que é esse o nome, e disponibilizava traçados no Bikemap. Na época até me inscrevi em um curso do Pronatec de Agente de Turismo, para ver se me clareava algo, mas também nunca fui chamado para fazer o curso.

Até pensei, mas tem um jeito de criar alguma rota, algo como a Estrada Bonita de Joinville. Onde o morador ao longo do traçado pudesse vender uma paçoquinha, um doce caseiro, água ou oferecer uma refeição.

Pensei em todas as maneiras, mas nunca, nunca pensei que essa iniciativa viesse da Prefeitura Municipal de Registro.

Na audiência foi esclarecido como funciona os trâmites do COMTUR. O Secretário Municipal de Cultura tocou em ponto que eu ainda não tinha pensado, que é o resgate da história da região, que no final o turista sempre vai perguntar alguma coisa da vivência dos locais, mas ele vai além, ele quer os locais estudem sua história e "vendam" ela, tenham domínio dela.

E o Willian Mendes, que é quem formatou todo o projeto de implantação, fez isso muito bem, ele, com seu conhecimento técnico, fez um circuito e uma rota pequena, que pode atender a maioria dos ciclistas em dois dias. Fantástico, se outras localidades do município notarem que é vantajoso também vão se incorporar. Isso é natural, quem viu o Caminho da Fé, que era de Águas da Prata a Aparecida, hoje vai de Sertãozinho a Aparecida e tem ramificações ainda.

O circuito pela história da cidade tem que ter. E o Willian lembrou da plantação do junco.

E a rota, eu pedalei várias vezes pelo Peropava, inclusive comi a coxinha saborosa com uns pingos da pimenta da Curva do Gole, mas nunca tinha pensado em uma rota ali. Matou a pau!!!

Eu sou ciclista que usa a mesma bicicleta do dia-a-dia para pedalar no final de semana. Nem roupa de ciclismo usava, uso agora com o ciclismo de estrada. Por isso, creio que é bem possível que a pessoa que queira conhecer o circuito não tenha que fazer grandes investimentos em bicicleta ou equipamentos. Como muitos pregam por ai, porque o desempenho é melhor.

Então, fiz o questionamento se as pessoas que não tem o hábito de pedalar para provas, pedalar todo o dia a noite ou que não sejam cicloturistas, encontrarão pontos próximos ao longo do circuito ou rota, para se sentirem seguras ao longo. E a resposta foi positiva!

Pode ser que muitos tenham estranhado meu questionamento, mas porque um morador de Registro que tenha uma bicicleta em bom estado não possa conhecer o circuito ou rota? Ele tem o hábito de pedalar no centro da cidade, mas um dia quer conhecer o circuito ou rota, se está planilhado e ele sabe que ao longo terão pontos próximos ele vai de ponto em ponto e conhece todo o traçado. Eu digo isso, pois quando eu comecei eu só olhava no Google Maps, via onde tinha alguns pontos e ia, muitas vezes passava alguns quilômetros sem nenhuma casa.

E o outro questionamento, mesmo sabendo que não era o momento, perguntei se seria estendido a caminhantes. E a resposta também foi positiva.

Eu até tenho outros questionamentos, mas é mais sobre o passaporte e se terá que fazer agendamento. Mas isso, em outras reuniões poderá ser tratado e talvez até eu tenha a resposta sem fazer a pergunta.

E tem o Cicloturismo Kids, que é um traçado 1700 metros que vai mostrar alguns monumentos, algumas espécies de aves e árvores para as crianças da Rede Municipal de Educação. Eu como trabalhei na Rede Municipal de Educação por 4 anos e meio fiquei muito feliz. Já ficava feliz de carregar bomba e as chaves 10 e 15 para arrumar a bicicleta da molecada na escola, imagina eu vendo nascer a semente do cicloturismo nessa molecadinha. Está certo que eu não sei como tudo isso vai acontecer e se terá bicicletas para todos. Mas torço para que dê certo.

No mais, a reunião foi muito boa e vai dar certo, na próxima vez não vou tomar café em casa e vou comer toda aquelas coisas gostosas do café que ofereceram.

Forte abraço