17 de agosto de 2015

Pedais da semana

Essa semana teve vários pedais, mas o que foi "trash" foi o do sábado. Tenho que falar "trash" por ser longo e cansativo, pois o tenho pedalado com o Emanuel e com ele o pedal é muito legal, mesmo sendo curtinho. E também teve o pedal para o trabalho.

Na quarta fui fazer um pedal no Distrito Industrial e os ciclistas estavam treinando, pois no final de semana teria o Paulista de Resistência, na Ilha Comprida, e no dia 23 de agosto tem a 2ª etapa da 1ª Copa Vale, em Registro. Fui com minha Caloi 10 sem marcha, pois nem me atrevo a andar em pelotão, mas fiquei surpreso com os elogios do meu ritmo. Posso até andar bem, mas não é pra tanto.

Durante a semana pedi para entrar em um grupo do Uátizapi para fazer um convite em que iria repetir um pedal que fiz no ano passado. Deu a lógica. Fiz mais um convite pessoal, mas também não consegui companhia.

No sábado um pouco antes das 5h40 sai de casa, ainda pedalei no escuro por uns 40 minutos. A intenção era ir até o retorno do quilômetro 527.

Durante a ida, fui amadurecendo a ideia de encarar a subida ao Mirante do Aleixo. Não queria ir sozinho, por isso fiz os convites, a subida é bem íngreme e teria que tomar muito cuidado para descer. Mas estava decidido a ir e fazer tudo com muito cuidado.

Com quase 2 horas comecei a subir a Serra do Azeite, que estava muito tranquila. Depois do acesso ao Bairro Capelinha é que a subida fica mais forte, os caminhões passam mais próximos, mas nada que assuste.

Terminada a serra mais um pouco cheguei no acesso do mirante, mas agora tem um portão, que estava fechado, nem parei, mas vi que tinha o logo da Polícia Rodoviária Federal.

Então fui para o retorno, muito bacana pedalar nesse trecho da BR-116, fiz o retorno e percebi que o pneu traseiro estava murcho.


Fui até o Posto da Polícia Rodoviária e enchi o pneu, mas antes de começar a descer a serra, verifiquei e fiz a troca da câmara, não identifiquei o furo.

Fiz a troca em um ponto de ônibus em frente a placa do quilômetro 523. E para constar, contei a bombadas que dei com minha bombinha para o pneu ficar com uma pressão aproximada e foram 110 bombadas.

Comecei a descer a serra e aproveitei que estava livre. No quilômetro 500 parei para fazer um lanche, pois as bisnaguinhas com requeijão e bolo de laranja já estavam acabando.

Feito o lanche, enchi a garrafinha na geladeira do posto e as 13h20 cheguei em casa.


Ainda no final da tarde fui fazer um pedalzinho com Emanuel na cadeirinha e Dany. E no domingo também.























Agradeço muito a Pai Celestial.



Até mais.


E.T.: Hoje eu vendi a Caloi 10 por R$ 200, espero não me arrepender. Tenho outros quadros e quem sabe eu ainda monte uma bicicleta com a mesma simplicidade.

4 de agosto de 2015

A Mountain Bike

Em dezembro de 2012 comprei o quadro Gios Rally para substituir a Savoy. Na época, só não troquei as rodas, mas quatro meses depois já instalei rodas novas.

Fiquei feliz com o destino que estava dando a bicicleta nova, conhecia lugares novos em Registro e cidades vizinhas, inclusive a Estrada do Despraiado e Estrada do Canha. Rodei por uns 5000 quilômetros e, em maio de 2014, troquei a relação completa, coloquei uma relação mais longa. 

Esse foi um dos erros, retirei o (ou a) pedivela de 24, 34 e 42 dentes para colocar um de 28, 38 e 48 dentes, além disso, troquei o cassete 11-32 por um 11-30. Deixei de pedalar “solto” para pedalar fazendo “força”. Pouca coisa, mas forçado.

Logo no primeiro pedal, chegando em casa, a bicicleta fica sem tração, quebrou uma molinha do núcleo. Acredito que isso se deu por causa de um mecânico que só fazia o serviço na hora que eu chegava para buscar a bicicleta, fazia o serviço correndo e conversando com outros clientes. Por causa dessa molinha tive que instalar um cubo novo.

Os pedais foram tendo maiores distância, mas queria cumprir em um mesmo espaço de tempo. Não deixei de conhecer novos lugares, mas estava perdendo o espírito do cicloturismo.

Em julho de 2014, resolvi participar de uma prova, no estilo randonèe, em Pedro de Toledo, na Estrada do Despraiado. Muita lama, tempo correndo, bicicleta toda suja e metal contra metal esmerilhando tudo.

10309500_653023961448161_1922077971773107156_n

Fiz mais alguns pedais, alguns bem longos no final do ano de 2014. E já tinha trocado a corrente que foi gasta com um pouco mais de 1200 quilômetros. Troquei a corrente, mas ficou pulando em alguns pinhões do cassete. As roldanas do câmbio não duraram nem 500 quilômetros.

Fiz dois ou três pedais com a Mountain Bike no ano de 2015.

No dia 03 de agosto de 2015, também conhecido por ontem, acordei cedinho, fui apertar a caixa de direção que foi trocada para ir para a Bulha em junho.

A noite fui fazer um pedal, só podia usar os pinhões das extremidades, pois os outros estavam pulando demais. Ontem mesmo, chegou dois cassetes novos, um para a Mountain Bike e outro para a estradeira. Mas não é só isso, tem o movimento central que está rangendo e precisa de troca.

Resumindo, quero dar um novo destino para essa bicicleta. Quero trocar as peças que precisa, vou recusar todos os convites que tenho para esses pedais malucos e retornar a fazer o que eu fazia. E pedalar com Dany e Emanuel pelas estradas próximas e pelas praias.

3 de agosto de 2015

Registro - Iguape II

Olá!!!


Pela segunda vez faço o pedal Registro - Iguape, a primeira você pode conferir clicando aqui. E dessa vez fui sozinho e durante as festividades do Padroeiro Bom Jesus de Iguape. E tem suas coisas boas e tem as coisas ruins.

As coisas ruins farei uma nota no final da postagem para quem quiser ou não ler.

Quanto as coisas boas, aponto a fé das pessoas em sair peregrinando, seja buscando ou agradecendo alguma graça, ou apoiando algum amigo ou parente. Também aponto a generosidade das pessoas em arrecadar alimentos para pessoas mais carentes. Devido as festividades foi a melhor época para se pedalar por essas estradas.

Quanto a minha participação, começa no início da semana, quando resolvo que logo no começo do mês vou conquistar o Gran Fondo 150.

Acordei cedo, um pouco antes das 5 horas, tinha dormido muito bem, enrolei um pouco, tomei café e um pouco depois das 6h15 comecei a pedalada. E como toda pedalada longa, começo pensando na energia necessária para o final da pedalada.

Com quase 1h45, depois de 47 quilômetros, começo a subir a Serra de Biguá. Estava de manguito e corta-vento, suando bagarai, mas foi começar descer a serra já estava arrependido por não estar melhor agasalhado.

Ainda parei na serra para fazer uma foto.




Depois da serra é o marco quilométrico 11 e em Iguape é o 54. Do meu lado direito, cavaleiros e algumas charretes. E do meu lado esquerdo, na contra mão, caminhantes.

Mantinha boa velocidade, mas no Km 18 fechou tudo, pensei ser um acidente, mas eram as comitivas, com seus caminhões e carros de apoio, parados a beira da estrada. Mais ou menos uma cidade pequena em final de semana.

Fui pedalando e no quilômetro 38 a saída da Estrada do Peropava, a maioria dos caminhantes e ciclistas de Registro passariam por essa estrada.

A partir dai comecei a identificar as pessoas conhecidas e depois da Ponte do Matias encontrei a professora Lígia Monteiro.

Cheguei em Iguape, na Praça da Basílica, às 10h04.

Fiquei um tempo por lá, comi as batatas e ovos de codorna cozidos que levei.

Quase 10h45 cheguei na rodovia sentido Pariquera-Açu. São 44 quilômetros que separam as duas cidades. Por uns 15 quilômetros o asfalto é bom e depois é deplorável.

Imaginei fazer uma parada na metade do caminho por conta do forte sol, só consegui parar em uma pequena pastelaria, onde tomei um refrigerante, quatro paçoquinha e abasteci as garrafinhas.

Bem movimentado esse pastel, com muitos ciclistas. E fiquei um 25 minutos parado.

Depois foi montar na bicicleta e só parar em casa. E com 1h45 cheguei em casa para comer aquele pratão de feijão com arroz.


Agradeço ao Pai Celestial por tudo. Também agradeço aos meus amores: Dany e Emanuel.

Agradeço aos elogios dos conhecidos, mas eu não fiz nada que seja impossível para vocês.


E.T.: Assim como acho bonito os peregrinos, creio que a maior parte vai para fazer farra. A maioria dos cavaleiros bebendo, logo cedo, e maltratando os animais.

As pessoas que se mobilizam para arrecadar alimentos para as famílias necessitadas deveriam se mobilizar em outras épocas do ano, afinal as pessoas são necessitadas a todo tempo. E também, longe das televisões.

Aos ciclistas, existe todo o resto do ano para mostrar que vocês podem manter boa média de velocidade. Não precisa usar essa época do ano, para "humilhar" aquele que treinam o ano todo para cumprir sua promessa, pessoal ou religiosa, de chegar pedalando em Iguape. Afinal, andar de bicicleta 33 marchas é fácil, quero ver descer a Serra da Macaca, de Barra Circular com bagagem.