Já fazia algum tempo que chegar à divisa dos estados de era um objetivo. No dia 04 de junho eu até tentei, mas pegamos chuva antes de subir a Serra do Azeite e de lá voltamos, ainda bem que voltamos, pois como não tinha passado uma boa semana comecei a perder o ritmo na volta.
Depois que vi o Morro da Antena no blog do Fabrício Souza e, consequentemente, no blog do Luiz Oliveira comecei a fazer os cálculos e vi que era possível se eu pedalasse algumas horas sem luz natural.
Então comprei um farol, testei, tive que fazer uma troca, mas deu tudo certo.
Convidei o cara que encara essas minhas presepadas, Fernando, cara sangue bom, que abaixa o ritmo para poder me acompanhar.
Passei a semana gripado e Fernando falou para eu tomar 5 litros de água por dia e fiz isso desde a quarta. Além de caprichar na alimentação.
Combinamos durante a última semana, de sair às 4 horas da manhã do domingo (20/11). Só que eu já saí de casa atrasado e começamos a rodar já eram quase 4h17.
Pedalamos uns 3 quilômetros a lanterna do Fernando apresentou problemas e a minha, que nunca tinha apresentado problemas, passou a desligar com qualquer trepidação, mas ligava e seguia. Eu também levei uma mais simples de três leds.
Sendo assim, conseguimos chegar em Cajati às 6 horas. Fomos até a padaria, café e pão na chapa.
Antes das 6h20 retornamos para a estrada, subimos a Serra do Azeite, terminando de subir senti o pneu traseiro vazio, já eram 8h05.
Troquei a câmara e 8h20 voltamos para a estrada. Cruzamos o planalto do Posto Manecão e chegamos no pedágio às 09h03. Até então tínhamos pedalados 98 quilômetros.
Ficamos no pedágio por um pouco mais de 15 minutos, reabastecemos as garrafinhas, tomamos café, comemos batata doce e eu arrematei um pão com mortadela.
Voltamos para a estrada, o bom que a rodovia estava em manutenção, por uns 6 quilômetros pedalamos com duas faixas disponíveis. Fomos pedalando sem forçar, principalmente a partir do KM 556, pois aí já era tudo novidade.
A divisa dos estados é no KM 568. E foi justamente na divisa que, a bolsa da bateria do farol, que eu ainda pensava em travar as baterias para evitar trepidação e apagar, desfez a costura e ficou pendurada.
Eu sou muito “xarope” com as coisas que acontecem. Logo após sairmos a lanterna do Fernando falha, logo em seguida o meu farol passou a desligar e agora a bolsa da bateria descosturou. Comecei a pensar em não subir o Morro da Antena para voltar com luz natural ainda e que era um aviso que algo mais grave poderia acontecer.
Já que estava tudo pendurado, parei e coloquei tudo no bolso da camisa. Fizemos algumas paradas para fotos e chegamos ao Posto Alpino, no sentido sul, no KM 26, às 11h35.
Ficamos um pouco mais que 10 minutos, reabastecemos as garrafinhas e comemos.
Não pedalamos nem 1500 metros encontramos o acesso da vila Ribeirão e cortamos por ela. Economizamos 6 quilômetros.
Chegamos no acesso do morro às 12h05, começamos a subir o concretão, mas não foi nem 500 metros pedalando, já apelamos para o “empurra-bike”. Em alguns trechos menos inclinados até que conseguimos pedalar, mas foi praticamente empurrando.
Levamos quase 58 minutos para vencer os 3500 metros que
separam os 430 metros entre o início e o final dessa estrada de concreto.
Ficamos uns 10 minutos lá em cima, estava ventando muito.
Durante a subida vi que o pneu dianteiro da minha bicicleta criou um calombo, então baixei um pouco a pressão para descer, mas nos lugares mais acidentados tive que empurrar.
Mesmo assim, para descer todo santo ajuda e fizemos em 18 minutos.
Fomos almoçar já passava das 13h30. Almoçamos e aproveitamos o Wifi liberado do restaurante.
Fechamos a conta, coloquei um manchão no pneu dianteiro para segurar o calombo e calibrei com 90 libras. E arrumei todas as tralhas do farol na bolsa de selim, para voltar sem peso.
Ás 14h45 começamos a volta, sem uma boa iluminação nossa intenção era pelo menos pedalar 99 quilômetros com luz natural, ou seja, pelo menos descer a Serra do Azeite e penar nos 50 quilômetros finais com uma lanterninha e os faróis dos caminhões, mas sem grandes diferenças de altimetria.
Tivemos dificuldades para passar no topo da Serra da Macaca Tetuda, devido ao excesso de caminhões. Houve até um desencontro, o Fernando preferiu ir pela esquerda e eu fiquei no acostamento, ele passou e eu fiquei preso em um paredão onde deveria ser o acostamento, então eu passei por trás do paredão e o Fernando voltou para me encontrar, só que eu já tinha voltado para a estrada e estava mais a frente. Fica a dica, dá para passar por trás do paredão usando a canaleta.
Teve até um acidente com óbito uns 2 quilômetros antes do pedágio. No pedágio paramos para pegar água, foi uns 7 minutos e já seguimos. Eram 17h02.
No KM 522 ficamos parado por 22 minutos na beira da estrada, na verdade foi o único momento de descanso e descontração do pedal.
E as 18h12 começamos a descer a serra.
Passamos Cajati, Jacupiranga e a luz natural foi acabar perto do Viaduto de Pariquera-Açu, quando já passava alguns minutos das 20 horas.
Ainda paramos no Posto Presidente para pegar água, pedalamos os últimos 15 quilômetros e 20h53 terminamos nossa trip.
Mais fotos. As fotos estão todas misturadas.
E na segunda vi que o pneu traseiro tinha mais um furinho.
Agradeço à Dona Daniele por ter liberado o álvara e também agradeço ao Emanuel, meu filhão, que me esperou chegar e veio correndo.
Agradeço ao Fernando pela sempre insuperável companhia, desde que pedalamos juntos sempre foi por lugares diferentes. E por todas cápsulas de sal, BCAA e cafeína.
Agradeço as palavras motivadoras dos colegas dos grupos de WhatsApp.
E agradeço ao Pai Celestial.








Mostro sagrado
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