Domingão, não tinha nada para fazer, nada para fazer em
termos, tinha uns 12 m2 para carpir, mais uma manhã adiando não faz
mal. Então nessa manhã do dia 03 de março resolvi ir ao Parque Estadual Campina do Encantado, em Pariquera-Açu, é o parque estadual mais próximo de Registro
e o trajeto é bem tranqüilo, para quem sai de frente à prefeitura vai pedalar
uns 14 quilômetros pela Rodovia Régis Bittencourt até a Estrada da Laranjeirinha, mais 1
quilômetro até a entrada para o bairro Angatuba e depois é só estrada de terra
em boas condições.
Eu já fui uma vez com Dani até o parque, como não conhecia o
trajeto fui até Pariquera-Açu e depois para o Parque, na volta o monitor do
parque me indicou esse acesso, que é bem menor.
No Parque tem duas trilhas que se chamam “Trilhas da Brejauva e
Palmáceas” e estão inseridas no Programa Trilhas de São Paulo, essas trilhas é de dificuldade baixa. Um dos atrativos do parque
é a turfeira rica em gás metano, formada por acúmulo de matéria orgânica em
ambiente lagunar marinho.
O despertador estava programado paras às 6h15, mas acordei não era nem 5 horas e fiquei lendo no celular um livro muito bom: A vida em Ciclos, é em PDF, mas quando for publicado vou comprá-lo. E antes das 6 horas já estava de pé arrumando as coisas.
De café tomado, saí de casa, no portão o ciclo registrava 6h24, com muita serração.
Logo já estava na BR-116, sentido sul.
Eu considero dois pontos críticos nesse roteiro, um é a ponte sobre o Rio Jacupiranga, pois ela não tem acostamento, além de estar em reforma. Salvo que como era domingo os serviços estavam parados, poderia atravessar empurrando a bicicleta apenas tomando cuidado com alguns materiais de construção que poderia estar atrapalhando.
O outro ponto é ter que atravessar a rodovia para acessar a Estrada da Laranjeirinha, pois tem que ser um pouco antes e ir acompanhando o Guard-rail até o acesso da estrada, inclusive tem até um caminho em frente. Mas não deixa de ser perigoso. Esses pontos são só na ida, na volta não tem a travessia de rodovia e a ponte sobre o Rio Jacupiranga tem acostamento.
Já na Estrada da Laranjeirinha é bem melhor, não tem os caminhões e não tem acostamento, mas tem um recuo que é possível pedalar tranquilamente.
Depois do marco quilômetrico "1", à primeira esquerda entra na estrada de terra. No ciclo anotava 14 quilômetros rodados.
Na estrada de terra é só alegria, uma vez ou outra passa um carro e na maioria das vezes sempre em baixa velocidade.
Depois de 3,4 quilômetros entra para direita.
Note que se chega "por trás" da placa, ela indica para quem vem de Pariquera-Açu.
Não podia faltar a igrejinha.
Às 8h10min cheguei no portal do parque, 27,84 Km.
Cheguei no Núcleo de visitação, notei que tinha uma moto estacionada e janelas abertas, bati palmas mas ninguém me atendeu.
Com o silêncio escutei algo que parecia uma roçadeira, vou ver se é monitor do parque, para minha surpresa eram as mamangavas que estavam polinizando as flores desta árvore.
Aproveitei que estava ali mesmo e tirei as fotos dos outros lugares, inclusive dos viveiros de mudas, para as áreas de reflorestamento.
O local para fazer o lanche, tem até churrasqueira, mais abaixo tem os banheiros.
O lago que no mural aponta como área de recreação.
Aqui é o início da Trilha das Palmáceas, que está no Programa Trilhas de São Paulo.
Voltei para a sede do núcleo, ninguém me atendeu, aproveitei para fazer um lanche.
Da outra vez que fui ao parque, sofri com as mutucas, dessa vez já passei o repelente, elas estavam lá, porém não me incomodaram.
Na saída encontrei a entrada da Trilha da Brejauva, essa é autoguiada.
Nesse roteiro, os cultivos já são mais diversificados, plantações de chá, bananas, mandiocas, maracujás, laranjas e plantas ornamentais.
A plantação de pinheirinhos para o natal.
Não poderia faltar a minha sombra.
Não voltei pelo mesmo caminho que fui, vim por dentro do bairro Angatuba, é um pequeno desvio que passa pela Escola Estadual "Professor José Vicente Bertolli". A vantagem de voltar por esse caminho é que tem alguns bares e mercearias para se abastecer.
Chegando no asfalto, já com 43 quilômetros rodados.
Esse é o mais novo empreendimento hoteleiro da cidade de Registro, a Unidade Prisional.
É um passeio de domingo muito bom, o parque tem trilhas, lugar para piquenique, o acesso é bom e é um lugar silencioso que podemos ouvir vários pássaros. Hoje só faltou o monitor, que realmente não sei onde estava.
Essa foi a última viagem da bicicleta equipada com essas rodas, que apresentaram problemas desde que fui para Serra da Bulha, agora entra cubos Shimano RM70 e aros Vzan Action e um cassete shimano de 8 velocidades.
No final o ciclocomputador anotava, 55,18 quilômetros, pedalados em 3h08min e com média de 17,6 Km/h. O trajeto pode ser visto aqui.
| Perfil de elevação |
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